29.1.09
Instinto
Já alguma vez te pareceu que ao perder algo também podes estar a ganhar?
Já alguma vez foste invadido pela insegurança quando tudo parece correcto e seguro quando tudo parece desmorar?
Já alguma vez sonhaste com o contrário do que se passa na realidade?
Contradições da vida...iria jurar que um sexto sentido está sempre alerta, nós é que nem sempre o sabemos interpretar. A vida dá tantas voltas, tão rapidamente que nem nos lembramos de parar para pensar e interpretar esta intuição...talvez até seja um sentido de autopreservação, algo menos racional...
Instinto...é preciso aprender a interpretá-lo e a confiar nele...tenho a sensação que está muitas vezes correcto...mais que aquelas que pensei serem possíveis...
25.1.09
Ciclos de mudança
Diria que a vida não para de me desiludir, mas para isso teria de admitir que me iludi...talvez...muito provavelmente...
Nem mesmo quando julgamos conhecer alguem o pudemos tomar como certo...não me devia de ter esquecido disto nunca...porquê? Porque estamos sempre a mudar e todos os dias nos vamos conhecendo uns aos outros. Se mudamos para melhor ou pior...depende da perspectiva.
O que mais custa é quando as mudanças são repentinas e quase sem uma explicação que faça sentido...quando nem temos tempo de nos adaptar prontamente...quando nem nos têm em verdadeira consideração...
Herrar é umano...e com os erros aprendemos...às vezes da pior forma possível.
Aliás com tudo na vida se aprende alguma coisa.
Já aprendi que nada pudemos tomar como certo...nem a nós próprios...tudo muda...tudo se transforma...
Termina um ciclo e começa outro. É bom termos sempre um plano em mente...uma alternativa para um novo começo, depois de uma mudança...tudo menos ficar inerte a deixar a vida passar pelas nossas mãos...nada o justifica.
Eu cá vou seguir um novo plano...só faltam cinco longos e penosos meses...há que partir à aventura!
24.1.09
Broken Strings
Let me hold you
For the last time
It's the last chance to feel again
But you broke me
Now I can't feel anything
When I love you
It's so untrue
I can't even convince myself
When I'm speaking
It's the voice of someone else
Oh it tears me up
I tried to hold on but it hurts too much
I tried to forgive but it's not enough
To make it all okay
You can't play our broken strings
You can't feel anything
That your heart don't want to feel
I can't tell you something that ain't real
Oh the truth hurts
A lie's worse
I can't like it anymore
And I love you a little less than before
Oh what are we doing
We are turning into dust
Playing house in the ruins of us
Running back through the fire
When there's nothing left to say
It's like chasing the very last train
When it's too late
Too late
Oh it tears me up
I tried to hold on but it hurts too much
I tried to forgive but it's not enough
To make it all okay
You can't play our broken strings
You can't feel anything
That your heart don't want to feel
I can't tell you something that ain't real
Oh the truth hurtsA lie's worse
I can't like it anymore
And I love you a little less than before
But we're running through the fire
When there's nothing left to say
It's like chasing the very last train
When we both know it's too late
Too late
You can't play our broken strings
You can't feel anything
That your heart don't want to feel
I can't tell you something that ain't real
Oh the truth hurts
A lie's worse
I can't like it anymore
And I love you a little less than before
Oh and I love you a little less than before
Let me hold you for the last time
It's the last chance to feel again
22.1.09
Viver, acreditar e amar (IV)
Chegava à conclusão que tudo se evapora no ar. Tinha já duvida quanto ao que era real e o que era do seu imaginário. Relembrava o passado. Não teria já Maria previsto isto?
Duvida agora de tudo...era dificil acreditar fosse no que fosse. Só acreditava agora em si mesma e no que sentia, embora todos os seus sentimentos se tivessem dissolvido dentro de si, no misto de amor, tristeza e mágoa, mas ao menos isso sabia que era verdadeiro.
Como podia tudo mudar do dia para à noite ou até de dia para dia, assim sem mais nem menos? Havia qualquer coisa que faltava ali. Havia muita coisa que já não compreendia e outras tantas para as quais nunca obtera resposta...e provavelmente jamais obteria.
Decidira que não iria fazer mais nada, que já tinha feito tudo quanto podia e nem tudo dependia de si. Também já não conseguia esconder mais o que lhe ia na alma, não conseguia mentir para disfarçar a dor que sentia...tivera de desabafar, não era de ferro, embora as vezes gostasse de o ser.
As horas passavam por si silenciosas, o mundo continuava a girar...ela iria continuar também, pois "o que não nos mata, torna-nos mais fortes".
Pensava agora no futuro...tão longíquo e tão próximo. Sempre imaginara um dia partir, mas com o intuito de voltar. Arrumava a sua vida nos próximos tempos e, talvez, arrumasse a bagagem e fosse à procura de um novo começo. Contudo, sabia que mesmo que o fizesse voltaria, havia pessoas que nunca conseguiria deixar para trás, aquelas que sempre estiveram consigo.
Dava consigo a perguntar-se novamente porquê? Já sua mãe lhe tinha dito tantas vezes que "Deus escreve direito por linhas tortas"...talvez, mas que tortas que são aquelas linhas.
Sua mãe...era quem ela menos queria que a visse assim, pois saberia o quão isso a afectaria, o quão a iria tornar mais céptica, mais defensiva e o quão a iria deixar preocupada e sem descanso. Sempre lhe dissera que nunca a quereria ver sofrer, porque se Maria sofresse o equivalente a um dedo, para ela seria equivalente a um braço...era a sua maneira simplista de expressar os seus sentimentos.
Maria ia conseguir, tinha que conseguir..."
21.1.09
Viver, amar e acreditar (III)
Já nada fazia sentido se não acreditasse no amor.
Era sempre sincera no que dizia e se se comprometia a fazer, fazia mesmo. E para Maria tudo tinha solução, excepto a morte.
Para si tudo se poderia resolver, se nos permitissemos a isso. Um problema tem sempre mais do que uma saída. E toda a gente, quando erra, merece uma segunda oportunidade...porque a toda a hora mudamos...
Só não queria que os sentimentos que conhecia como verdadeiros mudassem...não, tudo menos isso...não agora que tinha o que sempre sonhara...
Só mais uma oportunidade...só mais um raio de luz...
Afinal nada na vida é fácil. Maria estava disposta a lutar com o resto das suas forças, só queria que mais uma pessoa lutasse consigo...juntos sabia que seriam capazes de enfrentar o mundo.
Caso contrário, teria de acreditar que apenas vivera um sonho...e que estava agora a despertar para o seu pior pesadelo.
Como podia acreditar que era um amor assim tão frágil que não aguenta uma tormenta?
Também sabia que tinha de mudar. Na verdade, em poucos dias sentira que já sofrera uma grande transformação. A dor que a consomia já a tinha transformado...
Acontecesse o que acontecesse, sabia que o pior estaria para vir...o recomeço, fosse ele de que forma fosse..."
Viver, acreditar e amar (II)
Nunca pensara que o silência pudesse ser tão cortante. Tentava manter a cabeça ocupada ouvindo, pois nem sempre via, um dos seus filmes, que lhe relembravam bons momentos.
Já tinha ido ao médico e as suas suspeitas pareciam fundamentadas, mas teria que esperar. O tempo passa tão depressa e mesmo assim estasse sempre hà espera.
Ela haveria de ser forte, por si e por todos. Mas não se revelava fácil. Ora tinha momentos em que acreditava que conseguiria levante tudo avante como desejava, ora se sentia inútil, despida de qualquer força para continuar a viver.
Ás vezes a vida chegava a ser aborrecida, de tão monótona que era e de tão difícil que se costumava revelar. Mas quando achava que nada poderia ser pior, tudo se tornava sempre muito pior.
Quando pensava que poderia tomar algo como seguro, acontecia sempre algo que a fazia pensar novamente. Quando julgava ter conseguido um triunfo, um desafio ainda maior surgia. Tinha dias em que Maria já só pedia por uma pausa da vida para recuperar.
Chegara a pensar em fazer-se de completamente maluca...talvez andar nua...ok...semi numa pela rua em pleno inverno para ver se a internavam nos agudos. Pior seria se saísse de lá pior que o que tinha entrado.
Não. Fugir aos problemas não era, nem nunca seria uma solução. Sempre gostara de debater-se com eles de frente e resolvê-los o quanto antes. Tratava-se sempre da mesma questão: a vida é demasiado curta para acumular problemas, sejam eles de que tipo for, fora o facto de eles estarem constantemente a aparecer, como que formigas a multiplicarem-se debaixo de pedras.
E depois quando se punha a pensar nos problemas que o mundo inteiro tem, pensava para si "quão insignificantes podem chegar a ser os meus".
Ao longo dos anos tinha chegado à conclusão que se valoriza muito o que menos interessa e se desvalorizam as pequenas coisas que realmente fazem a vida. Um gesto, um sorriso, um abraço, um beijo, um olhar cumplice, uma brincadeira de meninos, um ombro amigo, uma boa conversa, quanto mais não valiam que mil e uma coisas com que toda a gente se preocupa.
Amar era o que fazia mais sentido. Amar e ser amado. Um amor altruista quem se calhar nem sempre é assim tão altruista, pois Maria achava que ao dar, recebia sempre algo em troca. Podia não o ser da mesma forma: podia comprar uns quilos de massa para o banco alimentar, amava ajudando e recebia em troca essa gratificação, por exemplo.
É amar a vida tal como ela é. Embora Maria pensasse que amava a vida também porque se sentia amada.
Enfim, eram reflexões que tinha para si, por vezes horas e horas a fio.
Decidira ir beber um chá e não se martirizar mais...e tentaria fazer algo produtivo. Afinal de nada lhe adiantava dormir (ou tentar fazê-lo) horas a fio, vendo os dias passar. Isto claro, se os seus vizinhos não fizessem questão de incomodar com tanto barulho...bem, sempre era uma forma de também manter a mente ocupada..."
20.1.09
Será verdade??? o.O
Viver, acreditar e amar...
O estômago embrulhava-se na ansiedade de não saber o que se passava, de não saber o que fazer. O medo apoderava-se do seu corpo...sentia o coração a mil por hora, a cabeça latejava e parecia ser invadida por todas as ideias que mais queria afastar...apenas não queria perder aquilo que tomava como certo na sua vida, que alimentava a sua alma diariamente.
Sabia que já tinha cometido erros. Embora, agora, julgasse que não tinha feito nada de demasiado errado para merecer isto...podia ter-se portado melhor é verdade, mas tantas foram as mudanças em simultâneo que ficou sem saber como reagir...e nunca tinha tido más intenções.
Um outro medo menor, mas igualmente inoportuno que se chegava a confundir com tudo o que já sentia, era o de pensar que algo lhe estaria a consumir o corpo. Algo um tanto ao quanto silêncioso, mas que se manifestava nas piores alturas. Sentia-se cansada a poucos esforços, sentia dores pelo corpo leves mas constantes. Aquelas palpitações súbitas, como quem estivera a correr...já tinha até contado...100 batimentos por minuto em repouso e o seu estômago cada vez tolerava menos o que quer que fosse. Sentia-se agitada, mas fraca demais ao mesmo tempo. Era estranho, assustador...sobretudo quando se sabe o quão fugaz pode ser a vida...e como num segundo tudo muda...
Tudo muda, mas ela não queria que mudasse nada. Queria manter-se a menina quase mulher, forte que todos conheciam, que conseguia sempre controlar-se até nos piores momentos. Que lhe estaria a acontecer? Crise existêncial?
Já não sabia em que pensar. A que se deviam os seus sentimentos controbados, a sua actual instabilidade? Também não queria transparecê-los em demasia para ninguém. Queria ser capaz de ultrapassar tudo sozinha, como sempre fez...o pior é que algumas pessoas já andavam a inquirir o que se passava. Como a conheciam bem! Afinal não conseguia disfarçar tanto quanto pensava.
Nem chorar conseguia...talvez ajudasse a aliviar um pouco. Precisava manter a cabeça fria, porque tinha de ser...
Queria resolver tudo o quanto antes, queria viver ainda tudo o que não tinha vivido com quem ama a seu lado...o seu namorado, a sua família e os seus poucos mas bons amigos...nada mais desejava senão viver, desde que amada, pois isso seria suficiente para enfrentar tudo...
Já tinha passado por um momento na sua vida semelhante...não queria passar por tudo de novo...não agora, não nesta fase da vida...onde já tinha descoberto o que queria fazer com a sua vida, onde já tinha encontrado aquela pessoa que a compreendia melhor que ninguém, que a completava, e queria ter a seu lado até ter todos os cabelinhos brancos e ficar sem dentes...onde já tinha descoberto amizades verdadeiras, pelo menos muito mais que as que outrora considerara verdadeiras. Julgava já se ter encontrado, não se queria perder novamente.
Pegou no seu diário e escreveu tudo o que lhe ia na alma. Resultava muitas vezes. Deu por si a chorar, finalmente. Conseguira um pouco de alívio para a sua alma. Não o suficiente contudo.
Queria acreditar que ia ser capaz de resolver tudo, que não se ia perder, que nada de errado se passava, que eram tudo momentos que advinham das circunstâncias actuais, que tudo resultava do stresse que tinha a todo o custo tentado combater. Sempre acreditara que com calma, paciência, tolerância, sinceridade e com muita comunicação, as situações se resolveriam.
Acreditava que o amor que sentia por todos, pela família, pela sua cara metade, pelos seus amigos estaria presente para ultrapassar tudo. Com amor, tudo se consegue ultrapassar. Ás vezes precisamos de estar sozinhos, ela tinha de admitir, para nos recompormos e enfrentar o mundo. Mas sem amor, nada seria possível. Pensava naquele momento que se todos se amassem mais tudo seria tão melhor, tão mais fácil mesmo nos piores momentos. Pronto, há diferentes formas de amar e tinha aprendido isso ao amar.
Queria agora redimir-se de todos os que alguma vez ou de alguma forma magoou. Sabia que já tinha tentado e mesmo assim ficou sempre algo por resolver. Na sua "outra vida" como as vezes pensava, a principal lição que aprendera fora a não deixar nada por dizer ou por fazer. Por isso, queria que o mundo soubesse que amava: amava incondicionalmente a sua família, apesar de todas as adversidades; amava o seu pequeno menino de um modo como nunca tinha amado ninguém, era indescritível e nada mais queria senão apoiá-lo e estar ao seu lado sempre que ele precisasse e quisesse; amava os seus amigos, que lhe aturavam o seu feitio tão próprio, que a alegravam e que a apoiavam sempre. Amava a vida e queria continuar a amar assim.
Não conseguia imaginar a sua vida sem eles, porque todos eles a ajudavam a ser quem era. Eram eles a sua força.
Havia de resolver tudo. Afinal a vida é feita de altos e baixos e é assim que crescemos e sobrevivemos, pensava ela. Havia de ultrapassar isto com os que amava...um dia de cada vez, dando espaço e tempo para que tudo se resolvesse. Seria paciente e acreditaria piamente que o amor move montanhas, como uma vez ouvira dizer. Lembrara-se de uma frase que uma vez lera e que dizia qualquer coisa que se traduzia por nos calarmos e deixarmos ouvir o coração falar...e foi o que fez...ouviu o seu coração...e ele sussurou: ama...amo-te e amo-vos...
Ela iria acreditar..."
Trovante
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhas de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dize-lo cantando a toda a gente!
