21.1.09

Viver, amar e acreditar (III)

"É verdade, não podia voltar atrás...
Já nada fazia sentido se não acreditasse no amor.
Era sempre sincera no que dizia e se se comprometia a fazer, fazia mesmo. E para Maria tudo tinha solução, excepto a morte.
Para si tudo se poderia resolver, se nos permitissemos a isso. Um problema tem sempre mais do que uma saída. E toda a gente, quando erra, merece uma segunda oportunidade...porque a toda a hora mudamos...
Só não queria que os sentimentos que conhecia como verdadeiros mudassem...não, tudo menos isso...não agora que tinha o que sempre sonhara...
Só mais uma oportunidade...só mais um raio de luz...
Afinal nada na vida é fácil. Maria estava disposta a lutar com o resto das suas forças, só queria que mais uma pessoa lutasse consigo...juntos sabia que seriam capazes de enfrentar o mundo.
Caso contrário, teria de acreditar que apenas vivera um sonho...e que estava agora a despertar para o seu pior pesadelo.
Como podia acreditar que era um amor assim tão frágil que não aguenta uma tormenta?
Também sabia que tinha de mudar. Na verdade, em poucos dias sentira que já sofrera uma grande transformação. A dor que a consomia já a tinha transformado...
Acontecesse o que acontecesse, sabia que o pior estaria para vir...o recomeço, fosse ele de que forma fosse..."

Viver, acreditar e amar (II)

"Os dias passavam, e a angustia mantinha-se.
Nunca pensara que o silência pudesse ser tão cortante. Tentava manter a cabeça ocupada ouvindo, pois nem sempre via, um dos seus filmes, que lhe relembravam bons momentos.
Já tinha ido ao médico e as suas suspeitas pareciam fundamentadas, mas teria que esperar. O tempo passa tão depressa e mesmo assim estasse sempre hà espera.
Ela haveria de ser forte, por si e por todos. Mas não se revelava fácil. Ora tinha momentos em que acreditava que conseguiria levante tudo avante como desejava, ora se sentia inútil, despida de qualquer força para continuar a viver.
Ás vezes a vida chegava a ser aborrecida, de tão monótona que era e de tão difícil que se costumava revelar. Mas quando achava que nada poderia ser pior, tudo se tornava sempre muito pior.
Quando pensava que poderia tomar algo como seguro, acontecia sempre algo que a fazia pensar novamente. Quando julgava ter conseguido um triunfo, um desafio ainda maior surgia. Tinha dias em que Maria já só pedia por uma pausa da vida para recuperar.
Chegara a pensar em fazer-se de completamente maluca...talvez andar nua...ok...semi numa pela rua em pleno inverno para ver se a internavam nos agudos. Pior seria se saísse de lá pior que o que tinha entrado.
Não. Fugir aos problemas não era, nem nunca seria uma solução. Sempre gostara de debater-se com eles de frente e resolvê-los o quanto antes. Tratava-se sempre da mesma questão: a vida é demasiado curta para acumular problemas, sejam eles de que tipo for, fora o facto de eles estarem constantemente a aparecer, como que formigas a multiplicarem-se debaixo de pedras.
E depois quando se punha a pensar nos problemas que o mundo inteiro tem, pensava para si "quão insignificantes podem chegar a ser os meus".
Ao longo dos anos tinha chegado à conclusão que se valoriza muito o que menos interessa e se desvalorizam as pequenas coisas que realmente fazem a vida. Um gesto, um sorriso, um abraço, um beijo, um olhar cumplice, uma brincadeira de meninos, um ombro amigo, uma boa conversa, quanto mais não valiam que mil e uma coisas com que toda a gente se preocupa.
Amar era o que fazia mais sentido. Amar e ser amado. Um amor altruista quem se calhar nem sempre é assim tão altruista, pois Maria achava que ao dar, recebia sempre algo em troca. Podia não o ser da mesma forma: podia comprar uns quilos de massa para o banco alimentar, amava ajudando e recebia em troca essa gratificação, por exemplo.
É amar a vida tal como ela é. Embora Maria pensasse que amava a vida também porque se sentia amada.
Enfim, eram reflexões que tinha para si, por vezes horas e horas a fio.
Decidira ir beber um chá e não se martirizar mais...e tentaria fazer algo produtivo. Afinal de nada lhe adiantava dormir (ou tentar fazê-lo) horas a fio, vendo os dias passar. Isto claro, se os seus vizinhos não fizessem questão de incomodar com tanto barulho...bem, sempre era uma forma de também manter a mente ocupada..."

20.1.09

Será verdade??? o.O

Perfil – Pode-se dizer que os nativos do signo Virgem são muito sistemáticos e metódicos. Manter uma amizade com eles vai exigir um pouco de paciência. Tendem a ser muito críticos e não perdem tempo em dizer que você é muito descuidado(a) com sua saúde ou que não sabe cuidar de seu carro... Na verdade só querem ajudar, mas têm um modo muito abrupto de abordar os outros. Como, geralmente, são muito habilidosos, sabem fazer muitas coisas, desde cozinhar até consertar o microondas, isto é, acham que sabem, pois nem sempre se dão bem quando se trata de coisas fora de sua área!! São muito trabalhadores e estão sempre disponíveis para ajudar. Eles não se permitem errar e estão sempre a procurar a perfeição. Os nativos do signo Virgem são tímidos por natureza, e cautelosos quando se trata de iniciar uma nova relação, pois sentem-se um pouco inferiorizados. Isso não descarta a possibilidade de serem orgulhosos e difíceis de agradar. Não vai ser fácil convencê-los sobre a sua visão de mundo... mais aberta e espiritualista. Eles são muito cépticos. Querem ver para crer. Mas se um dia uma pata de coelho lhes der sorte, todos os coelhos do mundo serão reverenciados. Eles são assim mesmo! Puros e ingénuos, por isso, são do signo Virgem. Mas, em casa, na rua, com a namorada, com o namorado, etc. preocupam-se demais e deixam de viver a sua própria vida. Também são muito preocupados com a saúde. Podem chegar a ser hipocondríacos (:\). Mas não se preocupe, pois apesar dessas manias, e eles têm várias, é um bom conversador, e se é amigo(a) de nativos do signo Virgem, saiba que tem toda sua consideração e carinho. Eles até precisam de amizades que o tragam para o mundo “menos complicado”. Tudo o que eles fazem é para agradar as pessoas que estão ao seu redor, para preservá-las e ajudá-las a atingir a perfeição.

Mulher (A pessoa) – A nativas do signo Virgem são Mulheres sérias que querem compromissos. Mulher ideal para quem quer assumir uma relação mais definitiva. Ela é amável e doce, sendo muito meiga e sociável. Bastante segura e organizada, tem noção da responsabilidade da Mulher na família e na sociedade. Carinhosa e amorosa, pode ser óptima amante, se encontrar um parceiro que lhe faça aparecer esse seu lado mais sensual, que ela demonstrará na mais profunda intimidade e que, em hipótese alguma, transparece no seu dia-a-dia, quando ela aparenta uma certa castidade monástica. As nativas do signo Virgem são trabalhadoras e sérias, são óptimas companheiras. É verdade que não exigem muito de seus parceiros, mas cobrarão o mínimo fundamental. Atenção e retribuição pelo desprendimento e companheirismo serão as primeiras coisas a ser exigidas. Talvez sejam mais simples, e não exigem jóias nem roupas caras, mas sim pequenas atenções tais como um jantar ou um passeio e namorar... Não é muito. Em troca, seu parceiro terá a dedicação e o amor dessa Mulher que pode ser fenomenal, em todos os sentidos, desde que não a queira dominar e submetê-la. Elas são frágeis e fortes ao mesmo tempo. Exigentes e compreensivas. Sempre prontas a ajudar e acompanhar em todos os momentos.
Hum...como diz uma amiga do coração a isto é que se chama ocupar a cabeça com futilidades...

Viver, acreditar e amar...

"Ali estava ela, desesperada e sem controlo sobre a sua vida. Enrolada sobre si, não sabia se haveria de chorar ou gritar.
O estômago embrulhava-se na ansiedade de não saber o que se passava, de não saber o que fazer. O medo apoderava-se do seu corpo...sentia o coração a mil por hora, a cabeça latejava e parecia ser invadida por todas as ideias que mais queria afastar...apenas não queria perder aquilo que tomava como certo na sua vida, que alimentava a sua alma diariamente.
Sabia que já tinha cometido erros. Embora, agora, julgasse que não tinha feito nada de demasiado errado para merecer isto...podia ter-se portado melhor é verdade, mas tantas foram as mudanças em simultâneo que ficou sem saber como reagir...e nunca tinha tido más intenções.

Um outro medo menor, mas igualmente inoportuno que se chegava a confundir com tudo o que já sentia, era o de pensar que algo lhe estaria a consumir o corpo. Algo um tanto ao quanto silêncioso, mas que se manifestava nas piores alturas. Sentia-se cansada a poucos esforços, sentia dores pelo corpo leves mas constantes. Aquelas palpitações súbitas, como quem estivera a correr...já tinha até contado...100 batimentos por minuto em repouso e o seu estômago cada vez tolerava menos o que quer que fosse. Sentia-se agitada, mas fraca demais ao mesmo tempo. Era estranho, assustador...sobretudo quando se sabe o quão fugaz pode ser a vida...e como num segundo tudo muda...
Tudo muda, mas ela não queria que mudasse nada. Queria manter-se a menina quase mulher, forte que todos conheciam, que conseguia sempre controlar-se até nos piores momentos. Que lhe estaria a acontecer? Crise existêncial?
Já não sabia em que pensar. A que se deviam os seus sentimentos controbados, a sua actual instabilidade? Também não queria transparecê-los em demasia para ninguém. Queria ser capaz de ultrapassar tudo sozinha, como sempre fez...o pior é que algumas pessoas já andavam a inquirir o que se passava. Como a conheciam bem! Afinal não conseguia disfarçar tanto quanto pensava.

Nem chorar conseguia...talvez ajudasse a aliviar um pouco. Precisava manter a cabeça fria, porque tinha de ser...
Queria resolver tudo o quanto antes, queria viver ainda tudo o que não tinha vivido com quem ama a seu lado...o seu namorado, a sua família e os seus poucos mas bons amigos...nada mais desejava senão viver, desde que amada, pois isso seria suficiente para enfrentar tudo...

Já tinha passado por um momento na sua vida semelhante...não queria passar por tudo de novo...não agora, não nesta fase da vida...onde já tinha descoberto o que queria fazer com a sua vida, onde já tinha encontrado aquela pessoa que a compreendia melhor que ninguém, que a completava, e queria ter a seu lado até ter todos os cabelinhos brancos e ficar sem dentes...onde já tinha descoberto amizades verdadeiras, pelo menos muito mais que as que outrora considerara verdadeiras. Julgava já se ter encontrado, não se queria perder novamente.

Pegou no seu diário e escreveu tudo o que lhe ia na alma. Resultava muitas vezes. Deu por si a chorar, finalmente. Conseguira um pouco de alívio para a sua alma. Não o suficiente contudo.
Queria acreditar que ia ser capaz de resolver tudo, que não se ia perder, que nada de errado se passava, que eram tudo momentos que advinham das circunstâncias actuais, que tudo resultava do stresse que tinha a todo o custo tentado combater. Sempre acreditara que com calma, paciência, tolerância, sinceridade e com muita comunicação, as situações se resolveriam.

Acreditava que o amor que sentia por todos, pela família, pela sua cara metade, pelos seus amigos estaria presente para ultrapassar tudo. Com amor, tudo se consegue ultrapassar. Ás vezes precisamos de estar sozinhos, ela tinha de admitir, para nos recompormos e enfrentar o mundo. Mas sem amor, nada seria possível. Pensava naquele momento que se todos se amassem mais tudo seria tão melhor, tão mais fácil mesmo nos piores momentos. Pronto, há diferentes formas de amar e tinha aprendido isso ao amar.

Queria agora redimir-se de todos os que alguma vez ou de alguma forma magoou. Sabia que já tinha tentado e mesmo assim ficou sempre algo por resolver. Na sua "outra vida" como as vezes pensava, a principal lição que aprendera fora a não deixar nada por dizer ou por fazer. Por isso, queria que o mundo soubesse que amava: amava incondicionalmente a sua família, apesar de todas as adversidades; amava o seu pequeno menino de um modo como nunca tinha amado ninguém, era indescritível e nada mais queria senão apoiá-lo e estar ao seu lado sempre que ele precisasse e quisesse; amava os seus amigos, que lhe aturavam o seu feitio tão próprio, que a alegravam e que a apoiavam sempre. Amava a vida e queria continuar a amar assim.
Não conseguia imaginar a sua vida sem eles, porque todos eles a ajudavam a ser quem era. Eram eles a sua força.

Havia de resolver tudo. Afinal a vida é feita de altos e baixos e é assim que crescemos e sobrevivemos, pensava ela. Havia de ultrapassar isto com os que amava...um dia de cada vez, dando espaço e tempo para que tudo se resolvesse. Seria paciente e acreditaria piamente que o amor move montanhas, como uma vez ouvira dizer. Lembrara-se de uma frase que uma vez lera e que dizia qualquer coisa que se traduzia por nos calarmos e deixarmos ouvir o coração falar...e foi o que fez...ouviu o seu coração...e ele sussurou: ama...amo-te e amo-vos...

Ela iria acreditar..."

Trovante

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhas de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dize-lo cantando a toda a gente!


Florbela Espanca

18.1.09

Momentos

Há momentos na vida em que a dúvida se apodera de ti...
Será verdade...será mentira?...Porquê aquilo...e não isto?
Frases simples e soltas no ar...perdidas numa mar de dúvidas, incertezas, garantias e certezas...deixam-nos a mente confusa, ocupada e a divagar por caminho perigosos...
Um mergulho no momento errado e tudo acaba...ou um mergulho no tempo certo e a alma renasce...
Uma palavra certa ou errada...um gesto certo ou errado...um caminho determinado...
Quem me dera saber o caminho sem dúvidas e medos...mas há quem diga que só é corajoso quem medo tem, pois reconhece-o e enfrenta-o...

Am..anhã logo se verá...

31.12.08

Perguntas...respostas...nada

Sempre me disseram que era chata por fazer tanta pergunta...
Chega a dada altura que me inibi mais com as perguntas...perguntar não ofende...dizem...mas pelos vistos chega a incomodar...
Mas o que acho realmente chato...é perguntar ou declarar algo e ficar sem resposta...é o mesmo que nada e...como se pode fazer algo mais numa dada situação se não se tem uma resposta que seja? Mesmo que não seja uma resposta conclusiva que nos leve a novas perguntar e novas respostas...afinal não é o mundo feito disso?...
Chego a ficar triste quando não obtenho resposta...mesmo que não seja a quero ouvir...é sempre preferível isso a nada...um nada que muitas vezes só faz despoltar mais perguntas e até mesmo mais dúvidas...mais insegurança perante aquilo que se tem como verdade adquirida...já que verdades absolutas...a quem diga que não existem...
Qual é o medo das pessoas em responder? Em partilhar um pouco do que lhes vai no pensamento?

Mais um desabafo...coisas da vida como alguém diria...

Ano novo...vida nova

Mais um ano que termina...
A esperança de um ano melhor invade tudo e todos...a expectativa...os sonhos...os desejos...
Mas é preciso um novo ano para termos esperança que o mundo mude moldado aos nossos desejos?
Parece-me que isso depende de cada um de nós todos os dias...bem sempre é motivo para uma festa...nem que seja termos chegado até a esta data...mas...
Se Natal é quando um Homem quiser (pelos vistos não quer assim tantas vezes), porque é que o ano novo...ou melhor a vida nova...não é também quando quisermos?
Enfim...talvez seja a melancolia do fim de ano...ou então...simplesmente porque me parece que o amanhã só será diferente se fizer por isso...
De qualquer das formas...Bom Ano Novo!

8.11.08

Quase...

O tempo parece que não passa... e ao mesmo tempo passa depressa demais, não sendo suficiente para tudo e todos...
Só já faltam mais umas noites mal dormidas...mais alguns momentos de stresse em que a boca seca e sabe a papel...mais umas saudades insaciáveis de quem amo...mais uns litros de café e noites frias inconsoláveis...mais alguns sacrifícios e momentos perdidos...está quase...quase...quase...

1.10.08

Tipos de gente...

Há gente:
Simpática, antipática, divertida, resmungona, amiga, inimiga, fiel, infiel, tímida, atiradiça, com ou sem vergonha, inteligente, limitada, batalhadora, desistente, com ou sem juizo, faladora, calada, egocêntrica, altruista, com boa fé, com má fé, educada, mal criada, verdadeira, mentirosa, manipulável, manipuladora, sensível, insensível, benevolente, maléfica, eficiente, ineficiente, corajosa, cobarde, amável, odiosa...
Quem somos? Porque somos? De onde viemos? Porque viemos? Que nos diferencia? Que nos torna semelhantes?
Somo tudo, nada, um pouco ou até bastante de um sem fim de possibilidades?
Porque são "uns assim e outro assado"?
Porque nos amamos e porque nos odiamos?
Porque somos o que somos e não somos outro?
Quem consegue responder a tudo???...

10.8.08